Lucas 6,20-26
Então, ele ergueu os olhos para os seus discípulos e disse: “Bem-aventurados vós que sois pobres, porque vosso é o Reino de Deus! Bem-aventurados vós que agora tendes fome, porque sereis fartos! Bem-aventurados vós que agora chorais, porque vos alegrareis! Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos ultrajarem, e quando repelirem o vosso nome como infame por causa do Filho do Homem! Alegrai-vos naquele dia e exultai, porque grande é o vosso galardão no céu. Era assim que os pais deles tratavam os profetas. Mas ai de vós, ricos, porque tendes a vossa consolação! Ai de vós, que estais fartos, porque vireis a ter fome! Ai de vós, que agora rides, porque gemereis e chorareis! Ai de vós, quando vos louvarem os homens, porque assim faziam os pais deles aos falsos profetas!”.
Nosso Senhor fala, hoje, ao nosso coração, da mesma forma que falou para aquela multidão que o ouvia de coração aberto. Até então, os judeus consideravam bem-aventurados os que tinham grandes terrenos, com colheitas fartas, animais cevados e filhos saudáveis em volta da mesa. Jesus revela que nada disso, em si, constitui a felicidade. Ele chama de bem-aventurados aqueles que, mesmo tendo bens materiais, não ficam presos a eles, mas partilham com os necessitados suas posses. Caso contrário, virão a ter fome (cf. v. 25) da felicidade verdadeira, que o dinheiro não traz. Mas onde estará, então, essa felicidade? Ela estará no coração de quem tem tempo para sorrir para os outros, conversar, oferecer-se para ajudar (e ajudar de fato), enfim, “gastar” o tempo para praticar a caridade.