João 19,25-27 ou Lucas 2,33-35
Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: “Mulher, eis aí teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Eis aí tua mãe”. E dessa hora em diante o discípulo a recebeu como sua.
Hoje, fazemos memória a Nossa Senhora das Dores. Maria logo aprendeu com seu Filho, Homem e Deus, que o sofrimento fazia parte da estrada que nos conduz ao Pai. Nossa querida Mãe do Céu soube por Simeão que aquele menino estava destinado a ser causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel e a ser um sinal que provocaria contradições, e sentiu dor (cf. Lc 2,34). O Coração de Maria de novo se apertou de dor e preocupação quando José lhe contou que um anjo lhe aparecera em sonho e dissera-lhe que se levantasse, tomasse o menino e a ela, que fugissem para o Egito e lá ficassem até que ele lhe avisasse (cf. Mt 2,13). Alguns anos mais tarde, a perda do Menino Jesus em Jerusalém encheu seu coração de uma aflição muito grande, porque Ela, em sua humildade, achava que tinha sido culpada por aquele sofrimento (cf. Lc 2,41-45). Um dos quadros mais tocantes da paixão de Jesus é seu encontro com sua Mãe. Vê-lo naquele estado fez o coração de Maria bater doloroso por não poder fazer nada que diminuísse o sofrimento de seu Filho. As últimas três dores sobre as quais meditamos agora são em parte relatadas no Evangelho de hoje: a morte de Jesus, a descida de seu corpo da cruz e seu sepultamento. Maria nos ensina que, diante dos sofrimentos, devemos manter a confiança em Deus.