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Devoção ao Imaculado Coração de Maria

13.Junho.2019
 

“Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”. Estas palavras foram ditas por Nossa Senhora aos três pastorinhos de Fátima, na aparição do dia 13 de julho de 1917. 

Nossa Senhora é uma mãe. A Mãe que nos foi dada por Jesus do alto da Cruz (cf. Jo 19,26). Ela é a constante intercessora da humanidade e medianeira das graças. A devoção ao Imaculado Coração de Maria é fruto dessa confiança e uma súplica de reparação pelos pecados da humanidade inteira. 
A devoção ao Imaculado Coração de Maria é muito antiga. Alguns santos já o veneravam séculos atrás. Um deles foi São João Eudes que, em 1648, conseguiu aprovação do bispo de Autun, na França, e celebrou pela primeira vez o culto ao Imaculado Coração de Maria. A Santa Sé mostrou-se favorável a esse culto pela Igreja em todo o mundo no início do Século XIX. 

Em 1805, o Papa Pio VII concedeu autorização para a celebração da festa às dioceses e às congregações religiosas que lhe pediam. No ano de 1855, o Papa Pio IX aprovou a Missa e o Ofício próprios do Imaculado Coração de Maria.

Foi a partir das aparições da Virgem Maria em Fátima, no ano de 1917, que se propagou ainda mais esta devoção. É preciso conhecer o que Ela disse em Fátima e o que se sucedeu após as aparições para compreender a importância desta devoção.

Vamos conhecer um pouco sobre a devoção ao Imaculado Coração de Maria?


As aparições em Fátima

No ano de 1917, Nossa Senhora apareceu a três crianças que pastoreavam animais no pequeno povoado de Fátima, em Portugal. Uma mulher, vestida de branco, que apareceu em uma nuvem sobre uma azinheira, carregava o terço em suas mãos e irradiava muita luz. Esta é uma descrição simplificada da que foi dada por Francisco, Jacinta e Lúcia, os três pastorinhos. 

Nossa Senhora veio ao mundo trazer uma mensagem e um apelo à conversão. Foram seis as aparições, sempre no dia 13 do mês, a começar em 13 de maio. Na primeira aparição, a Mãe de Deus questionou se aquelas crianças aceitariam sofrer tudo o que Deus lhes impusesse em reparação dos pecados e das ofensas praticados contra Deus. Com a resposta afirmativa delas, a Virgem Mãe lhes disse: “Ides, pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto”.

As crianças relataram que após a pronúncia da “Graça de Deus”, Nossa Senhora abriu as mãos e saiu uma luz que transpassou o coração e a alma delas e elas puderam se enxergar no mais íntimo possível. Após isso, a Virgem pediu: “Rezem o Terço todos os dias para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra”.

Nas aparições, Maria apresentou-lhes seu coração transpassado de espinhos e disse aos pastores que aqueles espinhos eram as ofensas do homem contra Deus, era o pecado. Ela pediu que rezassem o terço em desagravo à estas chagas. Foi na terceira aparição, em 13 de julho de 1917, que Nossa Senhora disse como isso aconteceria. 

A Mãe de Deus deu aos pastorinhos a visão do inferno e o sofrimento das almas que são condenadas. Em seguida, anunciou o castigo pelo qual a humanidade estava ameaçada e os meios de evitá-lo. Nossa Senhora pediu que se consagrasse a Rússia ao seu Imaculado Coração e pediu também que se praticasse a devoção dos cinco primeiros sábados. 
 
Consagração do Mundo ao Imaculado Coração

Para compreender o pedido de Nossa Senhora para que fosse feita a consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração, é preciso saber que naquela época, em 1917, quando ela apareceu em Fátima, o mundo padecia na Primeira Guerra Mundial e a Rússia vivia o avanço do comunismo no poder. 

Em 1917, aconteceu a Revolução Russa que derrubou o poder da época e criou um estado soviético, que anos mais tarde se tornaria na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Nesse processo de crescimento de poder e de ideologia, a Rússia teve um papel de destaque na Segunda Guerra Mundial e na Guerra Fria, que dominaram o Século XX, e trouxe muito sofrimento à humanidade.


Atendendo o pedido de Nossa Senhora, em 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, o papa Pio XII consagrou a Igreja e todo gênero humano ao Coração Imaculado de Maria. Na pregação da missa de consagração, que foi em 8 de dezembro, dia da Solenidade da Imaculada Conceição, o papa rezou: “A vós, ao vosso Imaculado Coração, nesta hora trágica da história humana, nos confiamos e nos consagramos, não só em união com a Santa Igreja, o corpo místico de vosso Jesus, (...) mas também com o mundo todo dilacerado por discórdias ferozes, queimado pelo ódio, vítima de sua própria iniquidade”. 
Três anos mais tarde, o papa Pio XII estendeu a festa do Imaculado Coração de Maria para toda a Igreja Católica

A devoção dos cinco primeiros sábados

Nossa Senhora pediu aos pastores de Fátima que os homens praticassem a devoção reparadora dos cinco primeiros sábados. A consagração dos sábados a Virgem Maria é uma tradição muito antiga da Igreja, que tem registros desde o Século XVI. Já em 1912, o papa Pio X concedeu indulgência plenária, aplicável também às almas dos fiéis defuntos, a quem fizesse a consagração do primeiro sábado de cada mês a Virgem Maria. 

Em Fátima, Nossa Senhora pediu a comunhão reparadora dos cinco primeiros sábados do mês. E por que cinco sábados? Essa resposta só foi dada à irmã Lúcia anos depois, quando ela já era religiosa carmelita, após muita oração. Nosso Senhor Jesus Cristo revelou-lhe o motivo dos cinco sábados: são as cinco blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria. 

1 – As blasfêmias contra a Imaculada Conceição;

2 – Contra a Sua virgindade;

3 – Contra a Maternidade Divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos homens;

4 – Os que procuram publicamente infundir, nos corações das crianças, a indiferença, o desprezo e até o ódio para com esta Imaculada Mãe;

5 – Os que a ultrajam diretamente nas suas sagradas imagens.

Para praticar a devoção dos cinco primeiros sábados, em reparação dos nossos próprios pecados e os da humanidade inteira contra o Coração de Maria, o fiel deve realizar quatro atos de piedade:
1 – Confessar-se no primeiro sábado ou nos oito dias que antecedem o sábado, com a intenção de reparar essas ofensas;

2 -  Rezar o terço mariano;

3 – Dedicar 15 minutos de meditação dos mistérios do Rosário, que foram pedidos por Nossa Senhora;

4 – Receber a comunhão eucarística na intenção da reparação do Coração de Maria. Neste ato, deve-se rezar também seis vezes – três antes e três após receber a comunhão - a oração do anjo:

“Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu vos adoro profundamente e vos ofereço o preciosíssimo Corpo, Sangue Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que ele mesmo é ofendido; e pelos méritos infinitos de seu Sacratíssimo Coração e do Imaculado Coração de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores”.


Quando se celebra o Imaculado Coração de Maria?

A celebração do Imaculado Coração de Maria é uma festa com data móvel na Igreja, varia de acordo com a data das celebrações do Tríduo Pascal. 

O Imaculado Coração de Maria é celebrado sempre no primeiro sábado após a Festa do Sagrado Coração de Jesus. Abaixo apresentamos a sequência de celebrações com datas móveis e que estão vinculadas à data da celebração do Imaculado Coração de Maria: 

- Pentecostes – 50 dias após a Páscoa da Ressurreição;

- Corpus Christi – celebrado na primeira quinta-feira após a oitava de Pentecostes (a oitava tem a duração de oito dias. Durante os oito dias seguintes celebra-se como se fosse o próprio dia);

- Sagrado Coração de Jesus – segunda sexta-feira após a celebração de Corpus Christi;

- Imaculado Coração de Maria – primeiro sábado após o Sagrado Coração de Jesus.


Consagração ao Imaculado Coração de Maria

"Santíssima Virgem Maria, movido pelo ardente desejo de amar-vos como Mãe querida e promover uma terna devoção ao Vosso Imaculado Coração, digníssimo de todo amor e veneração e tão transpassado de dor pelas blasfêmias e ingratidões dos homens, humildemente me prostro ao vossos pés e consagro ao vosso coração doloroso e imaculado para sempre: meu corpo, minha alma, minha vida, meu coração e todo o meu ser. Aceitai, Mãe amorosíssima, esta consagração e guardai-me sempre em vosso coração materno. Ó, minha terna Mãe, em vós confio, quero amar-vos sempre mais e servir-vos com toda felicidade. Abençoai-me, protegei-me e preservai-me de todo o mal. Amém!"

 
 
 
 
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