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A IMPORTÂNCIA DE NOSSA SENHORA EM PENTECOSTES

19.Setembro.2018
 

Nossa Senhora, desde sua Imaculada Concepção, recebeu em abundância os dons do Espírito Santo, e mesmo já sendo "cheia de graça", tornou-se ainda a Mãe de Deus, justamente por meio da ação do próprio Espírito Santo. 

Pode-se vir a pensar, então, que neste ponto teria ela já esgotado as possibilidades de uma criatura vir a receber ainda mais a unção do Espírito Santo, mas tornando-se também a Mãe da Igreja, em Pentecostes, prova-se o contrário.

• Pentecostes?

Esta palavra surgiu do grego “pentekosté” e tem como significado basicamente: "quinquagésimo". Representa o 50° dia após a Páscoa, quando é celebrada a vinda do Espírito Santo e o nascimento da Igreja Católica. Isto porque 50 dias após a páscoa foi que desceu dos céus o Espírito Santo sobre os apóstolos, quando estavam reunidos junto à Virgem Maria no Cenáculo de Jerusalém.


Maria, Mãe de Deus

Maria, porém, já havia experimentado a vinda do Espírito Santo muito tempo antes do Pentecostes. Ela teve essa experiência já no momento da anunciação, quando o anjo Gabriel lhe apareceu e disse: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra” (Lc 1,35a). 

A partir da aceitação de Maria, naquele momento, com a vinda do Espírito Santo, ela se tornou a Mãe de Deus e colocou-se imediatamente a viver de modo intenso a missão que lhe foi confiada. Nossa Senhora viveu tudo isso antecipadamente, pois, para viver a missão em sua plenitude, é necessário, antes de tudo, estar ungido pelo Espírito Santo. 

Assim, a Mãe ensina a partir de seus atos que, ao receber o Espírito Santo, deve-se de imediato se colocar à disposição do Senhor, como soldados, seguir a missão. Ela não esperou. Viajou uma longa distância, anunciou à sua família sobre a vinda de Jesus, colocou seus dons a favor de Isabel, sua prima e, sobretudo, levou aos outros a graça que havia acabado de experimentar: "Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo" (Lc 1,41).

Maria, Mãe da Igreja 


Depois da morte e ressurreição de Jesus, em Pentecostes, quando, na presença da Virgem Maria, aconteceu o derramamento do Espírito Santo sobre os apóstolos e os discípulos, a missão de Maria passou a ser permanecer junto aos discípulos para confirmá-los na fé

Eles estavam assustados por conta da perseguição dos judeus e romanos. Como também, decepcionados consigo mesmos por terem abandonado Jesus quando foi preso pelos soldados romanos. Maria foi fundamental para fortalecer, por meio da graça do Espírito Santo, os apóstolos na edificação da Igreja que nascia naquele momento, aconselhá-los e, sobretudo, rezar em comunhão com eles. 

Ou seja, com a vinda do Espírito Santo em Pentecostes, Maria torna-se Mãe da Igreja. Era necessário que ela ficasse na Terra, sofresse, se entregasse por aquela missão. 

"Aos pés da cruz, eu sentia a dor sem nome de uma mãe que perde um filho. Ao mesmo tempo, de forma espiritual, sentia as dores de dar à luz. No momento em que Jesus me entregou por mãe ao seu discípulo amado, João, e entregou-o a mim como filho, eu não compreendi a totalidade de um dos últimos gestos de Jesus em vida. Com o discernimento do Espírito, ao longo do tempo, eu fui tendo consciência da minha missão. “O discípulo amado é toda pessoa que se propõe a seguir Jesus de forma radical, ou seja, do alto da cruz, do Sagrado Coração de meu filho, brotou a minha maternidade universal" (Livro: 50 dias no Cenáculo com Maria – Nossa Senhora de Pentecostes, p. 47)

Um silêncio que fala


Maria se expressava em seu silêncio. Com ele, demonstrava que, na Igreja, o serviço na construção do Reino dos Céus não era tudo, que são indispensáveis as almas orantes, elas que sustentam. A vocação de Maria era ser, na Igreja, o coração que ama, que muitas vezes ninguém vê, mas que tudo move. Afinal, sem o coração, o corpo para.

A presença da Virgem Maria na Igreja foi, e continua sendo, de oração e silêncio, escondida aos olhos dos homens. Essa é a vocação dos religiosos e religiosas, que também diz respeito à vocação dos leigos e leigas na Igreja. A vocação ao silêncio, ao escondimento e à oração foi revelada, inclusive, a Santa Faustina (em um momento de oração) pela própria Mãe de Jesus: “Vossa vida deve ser semelhante à minha: silenciosa e oculta, continuamente unida a Deus, em súplica pela humanidade e a preparar o mundo para a segunda vinda de Deus”. 

Assim como é a vocação de Maria, esta é também a vocação de cada um e da Igreja: silêncio, escondimento e oração. Com a missão de ser o coração, que dá movimento e prepara o povo para a vinda de Cristo e para o Reino dos Céus. 

Deixemo-nos guiar pelo exemplo de sabedoria e fortaleza de Maria, a quem foram revelados mistérios tão profundos. Que a partir da ação de Pentecostes, possamos descobrir verdadeiramente qual a missão pessoal que Deus reservou a cada nesse mundo e que, a partir dos ensinamentos de Maria, se tenha humildade para pedir os dons de serviço dados pelo Espírito Santo. 

"O tempo da Igreja teve início no momento em que as promessas e os anúncios, que tão explicitamente se referiam ao Consolador, ao Espírito da verdade, começaram a verificar-se sobre os Apóstolos, com potência e com toda a evidência, determinando assim o nascimento da Igreja. Disto falam em muitas passagens e amplamente os Actos dos Apóstolos, dos quais nos resulta que, segundo a consciência da primitiva comunidade — da qual São Lucas refere as certezas — o Espírito Santo assumiu a orientação invisível — mas de algum modo «perceptível» — daqueles que, depois da partida do Senhor Jesus, sentiam profundamente o terem ficado órfãos. Com a vinda do Espírito eles sentiram-se capazes de cumprir a missão que lhes fora confiada. Sentiram-se cheios de fortaleza. Foi isto precisamente que o Espírito Santo operou neles; e é isto que Ele continua a operar na Igreja, mediante os seus sucessores" (DOMINUM ET VIVIFICANTEM, n.95)

Convidamos você a aprender com Maria a acolher o Espírito Santo em sua vida e deixar-se transformar por Ele, lendo o livro: 50 Dias no Cenáculo com Maria – Nossa Senhora de Pentecostes. Clique aqui e confira!



 
 
 
 
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